Na manhã desta segunda-feira (24), a Prefeitura de Cidade Ocidental realizou uma consulta pública no Colégio Estadual Ocidental (CEO), onde a população participou e decidiu sobre um projeto que prevê a implementação de uma unidade escolar cívico-militar no Colégio Estadual Ocidental (CEO).
A parceria feita entre o governo municipal e o governo estadual, que prevê a implantação da unidade escolar, teve início às 08h e contou com a participação de mais de 500 pessoas, incluindo os alunos.
No momento da votação, houve desentendimento e discussões acaloradas. Exaltações tanto por parte dos professores quanto de algumas autoridades policiais, que tentaram explicar o que era a tal medida para os alunos.
De acordo com a coordenadora Regional de Educação de Novo Gama, Carla Moreno, a decisão será enviada para a SEDUC, que enviará para o MEC. Após o trâmite, será resolvida a implementação da escola cívico-militar. Segundo a coordenadora, a decisão foi bem favorável à comunidade.
Na frente da escola, uma manifestação foi organizada em contraponto à medida que estava sendo discutida dentro da escola (a militarização). Estudantes se organizaram com cartazes e megafones, expuseram suas insatisfações com tal medida e, vez ou outra, disseram ter receio do que pode ser.
Já, segundo Gabriel Ferreira, 16, a implementação pode trazer melhorias para a escola. "Se for do jeito que o tenente disse, pode ser uma coisa boa. Isso se não tiver nenhuma briga com os professores", diz o aluno.
Segundo outro estudante, A.C., de 16 anos, a maneira que os policiais rebaixaram a qualificação dos professores foi algo desnecessário. "Não gostei da forma que os policiais tentaram fazer a mente dos alunos e humilharam os professores e toda a equipe pedagógica. Queria que não fosse aprovado pq os alunos merecem ter liberdade de expressão e não conviverem nos mesmos padrões à base do medo", completa.
Representantes do movimento político Juventude Revolução estiveram presentes. Com eles, alunos do CEO fizeram cartazes em repúdio à implementação da escola militar no atual CEO.
Victor Souza - Jornal O Grito.
