
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou um homem, de 45 anos, pelo crime de violação sexual mediante fraude e estupro. Segundo as investigações revelaram, Cristiano Gomes da Silva, mais conhecido como Alagbe líder religioso de uma casa de Candomblé em Brazlândia, usava da posição para violentar sexualmente mulheres. Ao menos quatro mulheres procuraram a polícia para relatar os abusos sofridos.
O primeiro caso teria ocorrido em 16 de agosto e nos dias 21 e 28 de setembro, conforme consta na denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT) obtida em primeira mão. A mulher relatou que foi à casa religiosa Egbe Egungun Ejibaraji, na Chácara Ouro Verde, e, enquanto realizava uma sessão de "limpeza espiritual", Cristiano pediu que ela tirasse a calcinha e o sutiã a pedido da "divindade".
Ainda de acordo o relato da vítima, após se despir, o acusado teria começado a passar, com as mãos, ingredientes pelo corpo dela, apalpando as partes íntimas, seios e nádegas. Na denúncia do MP, o denunciado teria inserido um dos dedos na vagina da religiosa sem o consentimento dela. Após cerca de 40 minutos, o denunciado disse à mulher que ela deveria se submeter a outros "banhos".
Delegado à frente do caso, Mozeli da Silva, da 18ª Delegacia de Polícia, afirmou que o acusado proferia ameaças contra as vítimas e dizia que, em caso de desobediência, um punhal atravessaria o coração das pessoas que mais amava, como filhos e maridos. A Justiça expediu o mandado de prisão contra o líder religioso, o qual se encontra foragido. A polícia divulgou a foto de Cristiano para reconhecimento de outras vítimas.
Portal TV Cidade - notícias de Goiás e Brasília
