Com base nos autos processuais e nas informações veiculadas anteriormente pela imprensa, segue a reconstrução da história do caso de Antônio Roberto do Nascimento, conhecido como Betinho, acusado de estupro de vulnerável em Cidade Ocidental (GO), seguida de uma atualização para divulgação pública:
Histórico do Caso – “Caso Betinho”
Antônio Roberto do Nascimento, conhecido como Betinho, ex-líder religioso de um terreiro de candomblé em Cidade Ocidental (GO), tornou-se alvo de investigações em 2021 após denúncias de abuso sexual envolvendo menores de idade. A principal vítima,xxxxxxxxxxxx, filha de uma seguidora do terreiro, relatou episódios contínuos de abuso, o que levou à instauração do inquérito n.º 317/2021.
Além de xxxxxx, outras vítimas como xxxxxx e xxxxxx (sobrinhas do acusado) também prestaram depoimentos. O Ministério Público ofereceu denúncia com base nos crimes de:
Estupro de vulnerável (art. 217-A) – quatro vezes, contra xxxxxx, em continuidade delitiva;
Importunação sexual (art. 215-A) – contra uma das sobrinhas;
Com as circunstâncias agravantes dos artigos 69 e 226, inciso II, do Código Penal.
Os laudos periciais realizados confirmaram sinais compatíveis com abusos sexuais, incluindo ruptura himenal antiga e indícios de atos libidinosos, embora sem vestígios recentes detectáveis. Apesar disso, os depoimentos e exames deram base suficiente à denúncia recebida em 2022.
Inicialmente, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, como recolhimento domiciliar noturno, comparecimento mensal ao fórum e proibição de contato com as vítimas ou acesso ao terreiro religioso. No entanto, Betinho violou reiteradamente tais obrigações, ausentando-se do fórum em diversos meses, inclusive fora do período de reforma do prédio.
Em resposta, a Justiça determinou a instalação de tornozeleira eletrônica, mas ainda assim houve relatos e provas de que o acusado frequentava festas religiosas, desrespeitando o recolhimento noturno.
🚨 Atualização (abril de 2025): Prisão Preventiva Decretada
No último desdobramento judicial datado de 08/04/2025, a Juíza Ítala Colnaghi Bonassini Schmidt manteve a prisão preventiva de Antônio Roberto do Nascimento, que já havia sido decretada anteriormente. A decisão levou em conta:
O descumprimento reiterado das medidas cautelares;
A gravidade dos crimes imputados;
A necessidade de garantir a ordem pública e proteger as vítimas;
A existência de provas consistentes e indícios suficientes de autoria.
A tentativa de revogação da prisão feita pela defesa foi negada, mesmo com o parecer favorável do Ministério Público, diante do posicionamento firme da assistente de acusação e da análise dos autos que revelaram comportamentos reincidentes e desrespeito às medidas impostas.
O mandado de prisão está vigente até 10/01/2045, e Betinho encontra-se atualmente recolhido no sistema prisional goiano, aguardando os desdobramentos da instrução criminal.
📢 Nota à Imprensa
“Após longa tramitação e diversos descumprimentos de ordens judiciais, a Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva de Antônio Roberto do Nascimento, o Betinho, acusado de estuprar uma menor de idade em contexto religioso. A decisão visa garantir segurança às vítimas e impedir novas violações. O processo segue em fase de instrução, com novas audiências previstas. A sociedade espera por justiça.”